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Em conversas perdidas entre salas, corredores e festas, com as mais estranhas pessoas até os mais próximos amigos, não paro de me surpreender com a falta de informação e a constante confirmação de que os Politécnicos não conhecem o seu Grêmio Estudantil. Perguntas freqüentes como “Porque o Grêmio não é mais tão representativo?” ou “Mas o Grêmio não ganha dinheiro da Escola?” e depois da resposta, uma das piores, “Mas o Poliglota é do Grêmio?!”.

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  • Em conversas perdidas entre salas, corredores e festas, com as mais estranhas pessoas até os mais próximos amigos, não paro de me surpreender com a falta de informação e a constante confirmação de que os Politécnicos não conhecem o seu Grêmio Estudantil. Perguntas freqüentes como “Porque o Grêmio não é mais tão representativo?” ou “Mas o Grêmio não ganha dinheiro da Escola?” e depois da resposta, uma das piores, “Mas o Poliglota é do Grêmio?!”.
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  • Em conversas perdidas entre salas, corredores e festas, com as mais estranhas pessoas até os mais próximos amigos, não paro de me surpreender com a falta de informação e a constante confirmação de que os Politécnicos não conhecem o seu Grêmio Estudantil. Perguntas freqüentes como “Porque o Grêmio não é mais tão representativo?” ou “Mas o Grêmio não ganha dinheiro da Escola?” e depois da resposta, uma das piores, “Mas o Poliglota é do Grêmio?!”. Realmente, existe uma crise no Movimento Estudantil (ME), não só na Poli, mas no país inteiro. Não me assusta o fato do Grêmio ter se tornado menos representativo ao longo dos últimos anos. Representatividade, em excesso, sem diretrizes, seria capaz de tornar o Grêmio uma Escola de Cerveja nos dias atuais. A falta de questionamentos ideológicos, já muito cantada após a ditadura no ME, atualmente acompanhada da apatia e do conformismo, faz com que os Politécnicos se sintam confortáveis em suas respeitosas cadeiras, ocupadas de trabalhos e despertadores. Existe a remota possibilidade de você, leitor, pela tiragem deste jornal, falar que é, ou que participa do Grêmio. Estranho o fato de que todos os alunos da Escola Politécnica, de graduação ou pós, são associados da instituição, com o mesmo poder de voz e voto que até mesmo dos diretores. Talvez agora, de cada um, comece a surgir uma explicação da situação presente, como uma pequena parte de tudo isso. Alguns acham que para “ser do Grêmio” (!!!) tem algum processo seletivo, recrutamento, ou eleição, mas não, o Grêmio é dos Politécnicos, sem exceção, sem burocracia, sem desculpas e... sem palavras. Existe, de fato, uma gestão, uma chapa, um grupo de pessoas que participam ativamente das atividades e são as responsáveis pela parte mais burocrática da instituição, ou pelo menos deveriam ser. Por trás dos eventos, dos programas, das discussões, existem advogados, contadores, funcionários e sistemas para manter funcionando o Poliglota, o Cursinho da Poli USP, o GTP, o EP, a Cadopô, entre outros. A Diretoria costuma estar sobrecarregada com o patrimônio, porém sempre disponibilizando uma estrutura gigantesca para que os Politécnicos possam construir juntos e lutar por suas causas. Quando ouço alguém falando que o Grêmio não faz nada por ele, antes de tudo explico que o Grêmio não faz “nada pelos” pólitécnicos, mas sim o Grêmio deve ser feito pelos politécnicos com algum objetivo em comum. Mas começo a lembrá-lo que, ainda assim, ele mesmo fez Poliglota, comprou livros muito mais baratos, esteve presente nas festas de matrícula, Junina, Bixopp, participou da semana de recepção, leu jornais, informativos, usou o espaço, ouviu palestras, usou programas de apoio como repúblicas, caronas, participou da doação de sangue, IntegraPoli, SAPO, teve relações com algum Departamento, e isso é só a participação direta; pois, não consigo imaginar como seria a Escola Politécnica hoje se não fossem todas as alterações conseguidas pelo Grêmio Politécnico ao longo de sua história, desde a aprovação por média em 1933 até a atual avaliação de ensino das matérias.
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