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  • Marília de Dirceu/I/XXXIII
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  • Que concurso, meu Glauceste, Que concurso tão ditoso! Tu és digno de cantares O seu semblante divino; E o teu canto sonoroso Também do seu rosto é digno. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Para pintares ao vivo As suas faces mimosas, A discreta natureza Que providência não teve! Criou no jardim as rosas, Fez o lírio, e fez a neve. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Os seus pés, quando passeiam, Pisando ternos amores; E as mesmas plantas calcadas Brotando viçosas flores. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela.
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Anterior
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  • Parte I, Lira XXXIII
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Autor
  • Tomás Antônio Gonzaga
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  • Que concurso, meu Glauceste, Que concurso tão ditoso! Tu és digno de cantares O seu semblante divino; E o teu canto sonoroso Também do seu rosto é digno. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Para pintares ao vivo As suas faces mimosas, A discreta natureza Que providência não teve! Criou no jardim as rosas, Fez o lírio, e fez a neve. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. A pintar as negras tranças Peço que mais te desveles, Pinta chusmas de amorinhos Pelos seus fios trepando; Uns tecendo cordas deles, Outros com eles brincando. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Para pintares, Glauceste, Os seus beiços graciosos, Entre as flores tens o cravo, Entre as pedras a granada, E para os olhos formosos, A estrela da madrugada. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Mal retratares do rosto Quanto julgares preciso, Não dês a cópia por feita; Passa o outros dotes, passa, Pinta da vista, e do riso A modéstia, mais a graça. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Os seus pés, quando passeiam, Pisando ternos amores; E as mesmas plantas calcadas Brotando viçosas flores. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Pinta mais, prezado amigo, Um terno amante beijando Suas douradas cadeias; E em doce pranto desfeito, Ao monte, que temo no peito. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela. Nem suspendas o teu canto, Inda que, Pastor, se veja Que a minha boca suspira, Que se banha em pranto o rosto; Que os outros choram de inveja, E chora Dirceu de gosto. Ah! pinta, pinta A minha Bela! E em nada a cópia Se afaste dela.
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