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  • Galo de Barcelos
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  • right|thumb|200px|Galo de Barcelos A lenda do Galo de Barcelos está associada a um cruzeiro do século XVIII hoje recolhido ao museu arqueológico da cidade. Dessa lenda derivam as inúmeras figuras de galos hoje populares no artesanato português. Geralmente de barro, multicoloridos, de cabeça erguida, crista vermelha, e com um certo ar viril de desafio, esses galos são tidos como símbolo de honestidade. Sua imagem é também reproduzida em azulejos e bordados. - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.
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  • right|thumb|200px|Galo de Barcelos A lenda do Galo de Barcelos está associada a um cruzeiro do século XVIII hoje recolhido ao museu arqueológico da cidade. Dessa lenda derivam as inúmeras figuras de galos hoje populares no artesanato português. Geralmente de barro, multicoloridos, de cabeça erguida, crista vermelha, e com um certo ar viril de desafio, esses galos são tidos como símbolo de honestidade. Sua imagem é também reproduzida em azulejos e bordados. Segundo a lenda, os habitantes de Barcelos, cidade do Minho, norte de Portugal, andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a Santiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora e acabou condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou: - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó estava frouxo, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, o galego foi mandado em paz. Passados anos, o galego voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago que ficou conhecido como o Cruzeiro do Galo, ou Cruzeiro do Senhor do Galo.
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