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| - Não tinha o prado mais rosas, O sabiá mais gorjeios, O céu mais nuvens formosas, E mais puros devaneios A tua alma inocentinha? - Tinha! E como achavas, Maria, Aqueles doces instantes De poética harmonia Em que as brisas doudejantes Folgavam nos teus cabelos? - Belos! Como tremias oh! vida, Se em mim os olhos fitavas! Como eras linda, querida, Quando d'amor suspiravas Naquela encantada aurora! - Ora! E diz-me: não te recordas - Debaixo do cajueiro - Lá da lagoa nas bordas Aquele beijo primeiro? Ia o dia já findando... - Quando?!... Rio - 1858.
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| - Não tinha o prado mais rosas, O sabiá mais gorjeios, O céu mais nuvens formosas, E mais puros devaneios A tua alma inocentinha? - Tinha! E como achavas, Maria, Aqueles doces instantes De poética harmonia Em que as brisas doudejantes Folgavam nos teus cabelos? - Belos! Como tremias oh! vida, Se em mim os olhos fitavas! Como eras linda, querida, Quando d'amor suspiravas Naquela encantada aurora! - Ora! E diz-me: não te recordas - Debaixo do cajueiro - Lá da lagoa nas bordas Aquele beijo primeiro? Ia o dia já findando... - Quando?!... Rio - 1858.
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