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  • António José de Ávila
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  • António José de Ávila, Conde de Ávila, depois primeiro marquês e primeiro Duque de Ávila e Bolama (Horta, na Ilha do Faial, Açores, 8 de Março de 1807 – Lisboa, 3 de Maio de 1881), foi um político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções, foi Ministro das Finanças e, por três vezes, Primeiro Ministro (1868, 1870-1871 e 1877-1878). (Duque de Ávila e Bolama - Biografia, por José Miguel Sardica; Colecção Parlamento (17), Publicações Assembleia da República/Dom Quixote; Lisboa, 2005)
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  • António José de Ávila, Conde de Ávila, depois primeiro marquês e primeiro Duque de Ávila e Bolama (Horta, na Ilha do Faial, Açores, 8 de Março de 1807 – Lisboa, 3 de Maio de 1881), foi um político conservador do tempo da Monarquia Constitucional em Portugal. Entre outras funções, foi Ministro das Finanças e, por três vezes, Primeiro Ministro (1868, 1870-1871 e 1877-1878). António José de Ávila nasceu a 8 de Março de 1807, numa modestíssima habitação na Rua de Santo Elias [ hoje Rua Comendador Macedo, n.º 15 ], da Freguesia da Matriz da então vila da Horta, Ilha do Faial, Açores, filho de Manuel José de Ávila, sapateiro de ascendência picoense, e de Prudenciana Joaquina Cândida, lavadeira, oriunda de famílias pobres da Matriz. Dos dez filhos do casal, apenas quatro sobreviveram até atingir a idade adulta, o que diz das condições de vida da família. Entre os filhos que atingiram a idade adulta, António José, o futuro duque, era o rapaz mais velho, apenas precedido por sua irmã Joaquina Emerenciana (nascida em 1804). Os outros sobreviventes foram Maria do Carmo (nascida em 1815) e Manuel José, o último filho do casal (nascido em 1817). Durante a infância de António José as condições económicas da família melhoraram substancialmente, tendo o pai enveredado pelo comércio e conseguido amealhar alguns recursos. Tanto assim é que, quando António José termina com excepcional brilho os poucos estudos então disponíveis no Faial, já o pai dispunha de meios suficientes para lhe permitir estudos fora da ilha, o que então era privilégio de poucos. Assim, com apenas 15 anos, Ávila matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde estudou filosofia natural e os preparatórios de Matemática. Frequentou também naquela Universidade o primeiro ano de Medicina. Dos tempos de estudante não se lhe conhece qualquer militância política. Com o início da Guerra Civil de 1832/34, regressou aos seus Açores, onde se achava o governo liberal no exílio, tornando-se um político local de grande sucesso. Foi eleito Presidente da Junta de Freguesia da Matriz, e no mesmo ano, Presidente da Câmara Municipal da Horta. Após o fim da Guerra Civil (1834), foi eleito pela primeira vez para as Cortes, pelo círculo dos Açores; durante 26 anos consecutivos, foi deputado da Nação ao Parlamento. Em termos ideológicos, Ávila aproximou-se da fação mais conservadora dentro do liberalismo português, o cartismo, tornado-se oposição ao governo progressista que tomou o poder em Setembro de 1836, na sequência da Revolução de Setembro. Com o fim dos ciclo de governos setembristas (com a subida ao poder, pela primeira vez, do cartista Joaquim António de Aguiar, em 1841), Ávila tornou-se Ministro das Finanças, cargo que manteve durante os governos de Costa Cabral e do Duque da Terceira. Só com a subida ao poder de Saldanha, abandonou o governo. Em 1857, no primeiro governo do Duque de Loulé, voltou a assumir a pasta da Fazenda. Quando, em 4 de Janeiro de 1868, se deu a Janeirinha, que pôs termo ao governo de coligação a que presida Joaquim António de Aguiar, Ávila foi chamado a exercer as funções de Primeiro-Ministro. Enquanto Primeiro-ministro, Ávila revogou o imposto que causara a impopularidade e queda do governo anterior, mas tal agravou as dificuldades financeiras do Estado, pelo que acabaria por cair em 22 de Julho do mesmo ano. Voltaria ainda a ser ministro das Finanças, e de novo Primeiro-Ministro entre 29 de Outubro de 1870 e 13 de Setembro de 1871, altura em que foi substituído por Fontes Pereira de Melo. Foi então designado para presidir à Câmara dos Pares, em substituição do Duque de Loulé. Em 1877, devido ao descontentamento popular, o governo Fontes caiu, e Ávila foi de novo chamado a formar governo, o qual durou dez meses, até Fontes voltar ao Poder. No ano seguinte, foi nobilitado com o título de Duque de Ávila e Bolama, em recompensa pelos serviços prestados ao País, e como gratificação pelas negociações por si encetadas, tendo em vista a posse da Ilha de Bolama, na Guiné-Bissau, por Portugal. (Duque de Ávila e Bolama - Biografia, por José Miguel Sardica; Colecção Parlamento (17), Publicações Assembleia da República/Dom Quixote; Lisboa, 2005)
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