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| - Como se ouviu no Epiro, outrora, o extremo grito "Pã morreu!", - na amplidão reboe o meu lamento: Torpe a ambição, perdido o amor, inane o alento, Nestas baixas paixões de um século maldito! Rolem trenos no oceano e elegias no vento! Concentrai-vos na dor do funerário rito, O asas e ilusões num miserere aflito, E, ó flores num responso, e, ó sonhos num memento! Bocas, bradando ao céu de minuto em minuto, Olhos, velando a terra em sudários de pranto, Corações, num rufar de tambores em luto,
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| - Como se ouviu no Epiro, outrora, o extremo grito "Pã morreu!", - na amplidão reboe o meu lamento: Torpe a ambição, perdido o amor, inane o alento, Nestas baixas paixões de um século maldito! Rolem trenos no oceano e elegias no vento! Concentrai-vos na dor do funerário rito, O asas e ilusões num miserere aflito, E, ó flores num responso, e, ó sonhos num memento! Bocas, bradando ao céu de minuto em minuto, Olhos, velando a terra em sudários de pranto, Corações, num rufar de tambores em luto, Guaiai, carpi, gemei! e ecoai de porto a porto, De mar a mar, de mundo a mundo, a queixa e o espanto: O grande Pá morreu de novo! O Ideal é morto! Categoria:Olavo Bilac Categoria:Tarde
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