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| - A RTP Açores foi criada na sequência da Revolução de 25 abril de 1974. O canal televisivo regional foi inagurado a 10 de agosto de 1975 com a intervenção do presidente da Junta Governativa dos Açores, general Altino Pinto de Magalhães. Foi escolhida a ilha de São Miguel para receber o centro emissor. Instalou-se os primeiros estúdios num edifício em São Gonçalo, nos arredores da cidade de Ponta Delgada, após algumas obras de adaptação. A primeira emissão durou seis horas, terminando com um Telejornal. Seguiram-se, durante vários meses, emissões experimentais com a duração de três horas diárias. Nesse tempo, os jornais chegavam de avião com atraso. Durante anos, a RTP Açores - a par da televisão norte-americana recebida na Base das Lajes, a que apenas os vizinhos tinham acesso - foi a única
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| - A RTP Açores foi criada na sequência da Revolução de 25 abril de 1974. O canal televisivo regional foi inagurado a 10 de agosto de 1975 com a intervenção do presidente da Junta Governativa dos Açores, general Altino Pinto de Magalhães. Foi escolhida a ilha de São Miguel para receber o centro emissor. Instalou-se os primeiros estúdios num edifício em São Gonçalo, nos arredores da cidade de Ponta Delgada, após algumas obras de adaptação. A primeira emissão durou seis horas, terminando com um Telejornal. Seguiram-se, durante vários meses, emissões experimentais com a duração de três horas diárias. Nesse tempo, os jornais chegavam de avião com atraso. Durante anos, a RTP Açores - a par da televisão norte-americana recebida na Base das Lajes, a que apenas os vizinhos tinham acesso - foi a única janela dos Açores para o Mundo. A RTP Açores tem a missão de prestar serviço público como um canal de informação autónomo e dotado de meios técnicos e humanos adequados. Possui delegações em Angra do Heroísmo e Horta. Em 2003, mais de 85% dos conteúdos foram produzidos em Ponta Delgada, onde se encontra a maioria dos meios técnicos e humanos. O poder político regional, segundo os partidos da oposição, é tentado a se aproveitar da fragilidade da RTP Açores, tentando condicionar o serviço público. No âmbito do plano de reestruturação da RTP anunciado por Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, pura e simplesmente "para os Açores e para a Madeira a ordem é cortar" nos custos. Pretendia reduzir a emissão a quatro horas diárias. Esta nova configuração da RTP Açores é inaceitável para os açorianos. "Não foram nunca ouvidos nem da ALRAA, nem o Governo Regional sobre decisões com impacto direto na Região, na autonomia e nos interesses dos açorianos", sublinhou André Bradford, Secretário Regional da Presidência. Não teve em conta a importância do canal regional para a formação e informação dos açorianos que vivem dentro e fora do arquipélago e coloca em causa dezenas de postos de trabalho qualificados que, durante anos, têm assegurado a regular emissão com eficácia e engenho. Araujo Silva é o administrador do conselho de administração da RTP com o pelouro dos centros regionais dos Açores e da Madeira. São objetivos da RTP Açores reforçar a autonomia e a qualidade da oferta, alcançar a diáspora açoriana, bem como reduzir custos em nome da sustentabilidade da empresa. A nova direção é formada por António Maurício de Sousa, como diretor, e Sidónio Bettencourt, subdiretor. Pedro Bicudo, jornalista açoriano, sucedeu a anterior direção formada por Osvaldo Cabral e Carlos Tavares. O seu percurso na Direção da RTP Açores ficou marcado pela polémica. A insatisfação generalizada com a estratégia de fusão entre os serviços públicos de rádio e de televisão levou à demissão da Direção de Informação da Antena 1 Açores. A 26 de maio de 2010, um comunicado conjunto da Subcomissão de Trabalhadores e do Conselho de Redação da RTP Açores, afirmou que a "gestão dos últimos quatro anos provocou danos irreparáveis na RTP Açores" e que esta precisava "de uma direção profissional, competente e mobilizadora que substitua o amadorismo que necessariamente conduz a uma gestão sem estratégia, sem projeto, incompetente, confusa e desprestigiante". Em junho de 2010, Artur Lima, deputado regional e líder do CDS-PP/Açores, acusou Bicudo de ser "incapaz de promover a mudança".
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