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| - O Diabo faz-lhe abrir uns furos misteriosos Por onde se estravasa o líquido em tropel; Mil anos de labor, de esforços fatigosos, Tudo seria vão para encher o tonel. O Rancor é qual ébrido em sórdida taverna, Que quanto mais bebeu inda mais sede tem, Vendo-a multiplicar como a hidra de Lerna. - Mas se o ébrio feliz sabe com quem se avem, O Rancor, por seu mal, não logra conseguir, Qual torvo beberrão, acabar por dormir.
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| - de Charles Baudelaire e tradução de Delfim Guimarães
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| abstract
| - O Diabo faz-lhe abrir uns furos misteriosos Por onde se estravasa o líquido em tropel; Mil anos de labor, de esforços fatigosos, Tudo seria vão para encher o tonel. O Rancor é qual ébrido em sórdida taverna, Que quanto mais bebeu inda mais sede tem, Vendo-a multiplicar como a hidra de Lerna. - Mas se o ébrio feliz sabe com quem se avem, O Rancor, por seu mal, não logra conseguir, Qual torvo beberrão, acabar por dormir.
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