| Attributes | Values |
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| - Inocência (Gonçalves Dias)
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| - Ó meu anjo, vem correndo, Vem tremendo Lançar-te nos braços meus; Vem depressa, que a lembrança Da tardança Me aviva os rigores teus. Do teu rosto, qual marfim, De carmim Tinge um nada a cor mimosa; É belo o pudor, mas choro, E deploro Que assim sejas medrosa. Por inocente tens medo De tão cedo, De tão cedo ter amor; Mas sabe que a formosura Pouco dura, Pouco dura, como a flor. Corre a vida pressurosa, como a rosa, Como a rosa na corrente. Amanhã terás amor? Como a flor, Como a flor fenece a gente.
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| notas
| - Publicado no livro Primeiros Cantos .
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| Autor
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| abstract
| - Ó meu anjo, vem correndo, Vem tremendo Lançar-te nos braços meus; Vem depressa, que a lembrança Da tardança Me aviva os rigores teus. Do teu rosto, qual marfim, De carmim Tinge um nada a cor mimosa; É belo o pudor, mas choro, E deploro Que assim sejas medrosa. Por inocente tens medo De tão cedo, De tão cedo ter amor; Mas sabe que a formosura Pouco dura, Pouco dura, como a flor. Corre a vida pressurosa, como a rosa, Como a rosa na corrente. Amanhã terás amor? Como a flor, Como a flor fenece a gente. Hoje ainda és tu donzela Pura e bela, Cheia de meigo pudor; Amanhã menos ardente De repente Talvez sintas meu amor.
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