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| - Odeio do oceano as iras e os tumultos, Que retratam minh'alma! O riso singular E o amargo do infeliz, misto de pranto e insultos, É um riso semelhante ao do soturno mar. Ai! como eu te amaria, ó Noite, caso tu Pudesses alijar a luz que te constéia, Porque eu procuro o Nada , o Tenebroso, o Nu! Que a própria escuridão é tambem uma téia, Onde vejo fulgir, na luz dos meus olhares. Os entes que perdi, - espectros familiares!
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| - de Charles Baudelaire e tradução de Delfim Guimarães
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| abstract
| - Odeio do oceano as iras e os tumultos, Que retratam minh'alma! O riso singular E o amargo do infeliz, misto de pranto e insultos, É um riso semelhante ao do soturno mar. Ai! como eu te amaria, ó Noite, caso tu Pudesses alijar a luz que te constéia, Porque eu procuro o Nada , o Tenebroso, o Nu! Que a própria escuridão é tambem uma téia, Onde vejo fulgir, na luz dos meus olhares. Os entes que perdi, - espectros familiares!
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