About: dbkwik:resource/bw906LlPAu1qbaZZvpV03A==   Sponge Permalink

An Entity of Type : owl:Thing, within Data Space : 134.155.108.49:8890 associated with source dataset(s)

AttributesValues
rdfs:label
  • Através do Brasil/L
rdfs:comment
  • Entretidos na conversação, os meninos não sentiam passar o tempo. Sem descer do trem, comeram, ali mesmo, em companhia do negociante de fumos, que os forçou a aceitar um pouco do seu farnel. Em Serrinha, o negociante, que dissera chamar-se Trancoso, trocou algumas palavras com um conhecido, que estava na estação. Falaram de fumo e de açúcar. - Fabrica-se muito açúcar na Bahia? - perguntou Alfredo, assim que o trem se pôs de novo em movimento. - Bastante... - Ah! Como deve ser bonito um engenho de açúcar! Deve ser uma coisa tão interessante! - Não vale a pena... - Onde? - perguntou Alfredo.
dcterms:subject
dbkwik:resource/RQXmPcyd2wFf2CmVCz207g==
Anterior
dbkwik:resource/cM_y6H5k1ZIA8kvcEIRd6w==
dbkwik:resource/mXsIHpQBpCrIYMUKpGBFZg==
  • L-No catu
dbkwik:pt.poesia/p...iPageUsesTemplate
dbkwik:resource/_dawy2HhDpdgPNANiyGL2Q==
  • por Olavo Bilac e Manuel Bonfim
abstract
  • Entretidos na conversação, os meninos não sentiam passar o tempo. Sem descer do trem, comeram, ali mesmo, em companhia do negociante de fumos, que os forçou a aceitar um pouco do seu farnel. Em Serrinha, o negociante, que dissera chamar-se Trancoso, trocou algumas palavras com um conhecido, que estava na estação. Falaram de fumo e de açúcar. - Fabrica-se muito açúcar na Bahia? - perguntou Alfredo, assim que o trem se pôs de novo em movimento. - Bastante... - Ah! Como deve ser bonito um engenho de açúcar! Deve ser uma coisa tão interessante! - É realmente muito interessante. Se os senhores quisessem demorar a viagem, eu poderia levá-los a um engenho. Há um, abaixo de Alagoinhas, na estação do Catu. Devo ir até lá, amanhã, a negócio. Devo encontrar-me no engenho com um sujeito, que talvez me compre uma partida de fumos. - Oh! Carlos! - exclamou o pequeno - porque não ficamos um dia no Catu? - Não vale a pena... - Mas seria tão divertido visitar o engenho! - Seria! Mas agora já compramos passagens até a Bahia... - Lá por isso não! - interveio o homem - fazendo as suas declarações ao chefe da estação, os senhores podem interromper a viagem sem perder as passagens. Carlos, que não queria contrariar o irmão, acabou por aceder ao seu desejo. Ficou decidido que pernoitariam em Catu, visitariam o engenho no dia seguinte, e partiriam à tarde. Quando o trem parou em Alagoinhas, os meninos reconheceram a importância comercial da cidade. Havia grande movimento na estação. Mas os nossos três viajantes não desceram. Só desceram no Catu, onde o negociante lhes ofereceu pousada até o dia seguinte. Seriam nove horas da manhã, quando partiram para a visita ao engenho. A estrada subia uma colina muito suave, de vegetação desigual e emaranhada: moitas de arbustos e pequenas árvores esgalhadas, gramíneas altas, enredadas em trepadeiras e lianas. - Tudo isto aqui foi roça... - comentou Juvêncio. - Como sabe você que isto foi roça? - acudiu Alfredo. - Pelo mato... Além disso, veja ali as “socas”, touceiras de cana... De fato, de espaço a espaço, via-se o verde alegre da cana de açúcar, afogado no capinzal bravio, que coroava todo o alto. Torcendo o caminho para o outro lado, avistaram logo, na meia encosta da colina fronteira, um grande casa, baixa, quadrada, com o telhado negro corrido para os quatro lados. Dir-se-ia um enorme barracão, de cujo teto saía uma grossa chaminé, a despejar fumarada espessa, e acompanhada de um tubo esguio, de onde esguichavam, contínua e regularmente, lufadas de vapor branco róseo, como a névoa corada pela manhã. Em baixo brilhava ao sol a água quieta de um açude, margeado de junco e tábua, e em cujo centro descansavam largas folhas de nenúfar. - Lá está o engenho! - gritou alegre Juvêncio. - Onde? - perguntou Alfredo. - Pois não vê a bagaceira? - Que bagaceira? - Aquele chão branco amarelo! - e apontava uma larga mancha creme, que subia por um lado desde quase o açude até o alto do engenho. - É ali que se espalha o bagaço que sai da moenda; não vê aqueles bois que lá estão? Estão comendo bagaço fresco. Não vê aquele homem, com uma vara que está “virando” o bagaço, para que fique bem seco? - Mas com que fim? - Para que o bagaço possa ser aproveitado na fornalha do engenho...
is Anterior of
is dbkwik:resource/cM_y6H5k1ZIA8kvcEIRd6w== of
Alternative Linked Data Views: ODE     Raw Data in: CXML | CSV | RDF ( N-Triples N3/Turtle JSON XML ) | OData ( Atom JSON ) | Microdata ( JSON HTML) | JSON-LD    About   
This material is Open Knowledge   W3C Semantic Web Technology [RDF Data] Valid XHTML + RDFa
OpenLink Virtuoso version 07.20.3217, on Linux (x86_64-pc-linux-gnu), Standard Edition
Data on this page belongs to its respective rights holders.
Virtuoso Faceted Browser Copyright © 2009-2012 OpenLink Software